OPINIÃO | EDITORIAL — O BRASIL JURÍDICO
Na campanha, tudo parece possível: preços menores, alívio no bolso e promessas de uma vida melhor. Mas o cidadão tem o direito de perguntar: quanto disso se sustenta depois da eleição? Quem vai pagar a conta quando os discursos encontrarem a realidade?
Quando um governo promete sem explicar de onde virão os recursos, compromete a confiança de quem trabalha, paga impostos e já precisa escolher quais despesas cabem no mês. A irresponsabilidade nas decisões públicas chega à mesa das famílias.
Somos um país rico em recursos e possibilidades. Falta, tantas vezes, grandeza na forma de governar. Tratar o eleitor como alguém que pode ser conquistado por um benefício passageiro e esquecido depois da votação é reduzir a democracia a uma disputa pela próxima vitória.
O dinheiro público tem dono: a sociedade. Cada gasto precisa de justificativa. Cada promessa precisa de fundamento. E cada sacrifício exigido da população precisa vir acompanhado de transparência sobre as escolhas de quem governa.
“Reclamar para quem?” Essa pergunta revela o desgaste de quem procura representação e encontra portas fechadas. O voto autoriza o exercício do poder; a cobrança deve acompanhá-lo durante todo o mandato. Congresso, órgãos de controle e imprensa têm responsabilidades nessa vigilância.
O BRASIL JURÍDICO defende uma exigência elementar: quem pede confiança para governar deve prestar contas com a mesma disposição com que pede votos.
Porque a eleição acaba. O mandato continua. E o povo não pode passar quatro anos pagando por promessas que duraram apenas uma campanha.
O FATO. O DIREITO. O CONTEXTO.


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